Frapa – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre

 

O FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre – é o primeiro festival de cinema do Brasil e da América Latina focado em roteiro.

O FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre – Primeiro festival de cinema do Brasil e da América Latina focado em roteiro.

O FRAPA tem como objetivo chamar atenção para esta peça tão fundamental para qualquer obra audiovisual, e que se encontra no início da cadeia produtiva. Sem o roteiro não há história, não há o filme, não há o programa de TV. E sem um bom roteiro não há  qualidade, não há substância e nem há audiência. O FRAPA visa ser o ponto crucial do roteiro audiovisual brasileiro, um local para debates, difusão de cultura e de pensamentos, promovendo e qualificando os realizadores, em um verdadeiro e frutífero intercâmbio de experiências. Assim como debater os rumos da área, o FRAPA pretende viabilizar a oportunidade de negócios, contribuindo para o progresso da arte e do mercado audiovisual gaúcho e brasileiro.

A segunda edição do FRAPA aconteceu entre  os dias 13 e 16 de novembro de 2014 no Santander Cultural, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Auditório do SindiBancários, na Galeria Mamute e no Centro Cultural Erico Veríssimo, dentro da programação oficial da Feira do Livro de Porto Alegre. Serão promovidas mesas de debates com roteiristas, rodada de negócios, workshops, concurso de roteiros e mostra de longas-metragens, com a presença dos roteiristas para sessões comentadas.

 

 

 

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Mesa “O papel do diálogo no cinema”

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Mesa: “O papel do diálogo no cinema”

 

 

Mesas na Frapa: O papel do diálogo no cinema

“A voz do personagem” foi o título da mesa que analisou o papel do diálogo na produção audiovisual. No CCCEV, Artur José Pinto, Augusto Canani e Marcos Bernstein falaram sobre a melhor maneira de colocar esse recurso no cinema e na televisão. Ele é muito importante e está a serviço da criação, opinaram, na exposição mediada pelo jornalista Roger Lerina.

Essa programação fez parte do último dia do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre.  Para Canani, “o diálogo deve ter consonância com a ideia do filme”. Bernstein considera que “primeiro, é preciso escolher o tipo de produção que se quer fazer, depois se vê o resto”. Lembra que o filme comercial tem muito diálogo, assim como as novelas de televisão, pois o espectador não pode perder nada da história, mesmo que estiver distraído com outra atividade.

 

Como retratar a alma feminina no cinema

A construção de personagens femininos foi tema de mesa com a participação de Camila Gonzatto, Juan Zapata e Daniela Escobar, com mediação de Ana Luiza Azevedo. A discussão sobre “Mulheres complexas”, realizada no CCCEV, na tarde desta sexta-feira, integrou a programação do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre.
Roteirista e diretora, Camila citou dados sobre a discriminação do trabalho feminino em relação ao masculino, que ocorre apesar do grau de instrução e idade dos trabalhadores serem semelhantes. “Uma pesquisa mostra que os maiores salários no mundo do cinema são de homens; há cinco homens para uma mulher nesse mercado; apenas 30% dos personagens femininos têm fala; somente 10% dos filmes têm um elenco equilibrado entre os dois sexos”. Para a roteirista, isso prova que “estereótipo não é coisa do passado”. Diante dessas informações, ela se pergunta: “como construir personagens? Que mulher é esta que eu quero representar?”.
Daniela Escobar, mais conhecida como atriz de televisão e cinema, revelou que, depois de tanto tempo dando vida a mulheres que outros criaram, agora também resolveu escrever. Em duas produções futuras, atuará como roteirista; em outras duas, pretende produzir a partir de sua visão. “A ideia surgiu de uma pergunta: que tipo de histórias eu quero ver no cinema?” Ela lembra que em sua estreia na televisão, na minissérie Aquarela do Brasil, teve a oportunidade de construir a judia Bella “a partir do físico”: emagreceu mais de dez quilos e cortou os cabelos bem curtos para interpretar uma presa em campo de concentração.
Para o diretor colombiano Juan Zapata, radicado no Brasil, o personagem feminino “tem uma complexidade, pelo lado positivo, que muito admiro”. Ele disse que para um dos seus filmes, “Simone”, baseado em uma história real, pesquisou bastante, sempre com “um pé na realidade”. Como parte de seu processo criativo, ele conta que ficou afastado de Simone por dois anos, a fim de poder construir o filme. Zapata considera que o cinema produz pouco sobre o feminino. Também acha que “o roteiro sempre vai ser a alma do filme e, quanto mais se aprofundar nele, melhor”.

Fonte: http://www.feiradolivro-poa.com.br/noticias/como-retratar-a-alma-feminina-no-cinema

Concurso de Roteiros:

O Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre – FRAPA  em parceria com as produtoras Anti Filmes, Bandits, Black Maria, Cápsula, Guts and Films e Pironauta, realiza um concurso de roteiros de curta-metragens.

Foram inscritos 144 roteiros de curtas de 15 diferentes estados do Brasil.

Uma curadoria do FRAPA selecionou 12 curtas finalistas. Agora, cada uma das seis produtoras irá escolher um roteiro de curta para entrar em sua carteira de projetos, a fim de buscar a viabilização e produção do filme. Os selecionados serão divulgados junto a “leitura aberta de roteiro”

Mostra FRAPA
QUINTA (13 DE NOVEMBRO)
CINE SANTANDER / SESSÃO FRAPA
19:00 – “A BUSCA”
Brasil, 2012, 96′. Direção: Luciano Moura. Roteiro: Elena Soarez e Luciano Moura. Elenco: Wagner Moura, Mariana Lima.
Sinopse: Theo é pai de Pedro, que sai a cavalo em direção ao Espírito Santo, para conhecer seu avô que nunca conheceu. O rapaz, porém, desaparece, levando Theo a procurar pelo filho e por um novo rumo para sua vida.
Sessão seguida de debate com Elena Soarez

SEXTA (14 DE NOVEMBRO)
CINE SANTANDER / SESSÃO FRAPA
19:00 – “DROMEDÁRIO NO ASFALTO”
Brasil, 2013, 85′. Roteiro e direção: Gilson Vargas. Elenco: Marcos Contreras.
Sinopse: Depois de perder a mãe, Pedro decide partir numa jornada de auto-conhecimento em busca de seu pai, sobre o qual ele só sabe que partiu para o Uruguai para viver recluso.
Sessão seguida de debate com Gilson Vargas
CCMQ (SALA PAULO AMORIM) / SESSÃO FRAPA
20:30 – “CORAÇÕES SUJOS”
Brasil, 2011, 107′. Direção: Vicente Amorim. Roteiro: David França Mendes. Elenco: Tsuyoshi Ihara, Eduardo Moscovis.
Sinopse: É 1945, e o Japão acabou de se render aos aliados. Porém, em uma das cidades da colônia japonesa no Brasil um grupo de nacionalistas se recusa a acreditar que seu país finalmente perdeu uma guerra.
Sessão seguida de debate com David França Mendes
SÁBADO (15 DE NOVEMBRO)
CINE SANTANDER / SESSÃO FRAPA
19:00 – “AS MELHORES COISAS DO MUNDO”
Brasil, 2010, 105’. Direção: Laís Bodanzky. Roteiro: Luiz Bolognesi. Elenco: Fiuk, Caio Blat e Paulo Vilhena.
Sinopse: Mano é um adolescente paulistano de classe média, que enfrenta problemas e dilemas típicos desta fase da vida. Junto a seus amigos, ele vive situações onde seus medos, a descoberta sexual, a pressão pelo sucesso e a relação com a família se manifestam de forma intensa.
Sessão seguida de debate com Luiz Bolognesi
CCMQ (SALA PAULO AMORIM) / SESSÃO FRAPA
20:30 – “HOJE”
Brasil, 2011, 87′. Direção: Tata Amaral. Roteiro: Jean-Claude Bernardet, Rubens Rewald e Felipe Sholl. Elenco: Denise Fraga, Cesar Troncoso.
Sinopse: Ao se mudar para um novo apartamento, Vera, uma ex-militante, passa a relembrar do que viveu na época da ditadura junto com seu marido Luiz.
Sessão seguida de debate com Fernando Bonassi, autor do livro “Prova Contrária”, no qual o filme foi baseado

Leitura aberta de roteiro:

Atividade inédita desta segunda edição do FRAPA, a Leitura Aberta de Roteiro vai aproximar o público da mecânica do roteiro audiovisual, através da apresentação de um roteiro inédito com a presença de atores.

Nesta edição, o roteiro selecionado foi “No brilho da gota de sangue”, um dos primeiros roteiros escritos pelo cineasta, dramaturgo e roteirista carioca Domingos de Oliveira, um dos maiores ícones do cinema brasileiro, com títulos como “Todas as mulheres do mundo” (1967) e “Separações” (2002).

Fonte: http://frapa.art.br