A cerimônia do 13º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro aconteceu na noite desta terça-feira, 26, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e consagrou Faroeste Caboclo com sete troféus Grande Otelo. O filme, que adapta às telas a história da canção da Legião Urbana, superou Serra Pelada e O Som ao Redor, que tinham 13 e oito indicações, respectivamente.
Faroeste Caboclo foi indicado a 13 categorias, ganhou o principal prêmio da noite, Melhor Longa Metragem de Ficção, e ainda levou Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem Ficção, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Som e Melhor Direção de Fotografia. Fabrício Boliveira, o ator que deu vida a João do Santo Cristo, ficou com o Grande Otelo de Melhor Ator.
“Levamos sete anos para fazer esse filme, e é o sétimo prêmio pela contagem que fiz. Tem algo cabalístico“, Bianca de Fellipes, produtora do longa, na cerimônia. Flores Raras foi o segundo maior ganhador da noite. O filme que conta a história da Poeta Elisabeth Bishop e sua paixão pela arquiteta brasileira Lota de De Macedo venceu Melhor Direção (Bruno Barreto), Melhor Atriz (Glória Pires), Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.
Considerada uma premiação mais mainstream do que outros troféus de cinema nacional, o Grande Prêmio deu ao elogiado O Som ao Redor apenas o prêmio de Melhor Roteiro Original.
Homenagens:
O diretor e dramaturgo carioca Domingos de Oliveira foi o grande homenageado da noite. Os atores Caio Blat e Maria Ribeiro intercalavam a apresentação da premiação atuando em cenas de “Todas as mulheres dos mundo” (1966), clássico de Domingos. As imagens do filme foram colocadas e uma cena na película era interpretada no palco pelos atores.

Os apresentadores do 13° Grande Prêmio Do Cinema Brasileiro, o casal de atores Maria Ribeiro e Caio Blat, também intercalando pequenas esquetes como Maria Alice e Paulo, personagens do longa Todas as Mulheres do Mundo (na versão original interpretados por Leila Diniz e Paulo José, respectivamente) de Domingos de Oliveira, o grande homenageado da noite.
O cineasta, que possui 23 filmes no currículo, subiu ao palco do Municipal no fim da noite, acompanhado de familiares. Domingos também recebeu o abraço do ator Paulo José, protagonista de “Todas as Mulheres do Mundo”.
O Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF) também recebeu homenagem especial no Grande Prêmio do Cinema. O professor José Marinho, um dos fundadores do curso (um dos mais antigos e conceituados do país) roubou a cena ao comemorar a homenagem e citar Guimarães Rosa.
A premiação também relembrou e saudou grandes nomes do cinema brasileiro que faleceram em 2014: José Wilker, Eduardo Coutinho, Virgínia Lane, Roberto Bakker e Arduino Colasanti.
Veja a lista completa de vencedores:
Melhor longa-metragem de ficção: Faroeste Caboclo
Melhor longa-metragem de documentário: A Luz Do Tom
Melhor longa-metragem de animação: Uma História de Amor e Fúria
Melhor longa-metragem infantil: Meu Pé de laranja Lima
Melhor longa-metragem de comédia: Cine Holliúdy
Melhor direção: Bruno Barreto por Flores Raras
Melhor atriz: Gloria Pires, por Flores Raras
Melhor ator: Fabrício Boliveira, por Faroeste Caboclo
Melhor atriz coadjuvante: Bianca Comparato, por Somos Tão Jovens
Melhor ator coadjuvante: Wagner Moura, por Serra Pelada
Melhor direção de fotografia: Gustavo Habda, por Faroeste Caboclo
Melhor direção de arte: José Joaquim Salles, por Flores Raras
Melhor figurino: Marcelo Pies, por Flores Raras
Melhor maquiagem: Siva Rama Terra, por Serra Pelada
Melhor efeito visual: Daniel Greco e Bruno Monteiro, por Uma História de Amor e Fúria, e Robson Sartori, por Serra Pelada
Melhor roteiro original: Kleber Mendonça Filho, por O Som Ao Redor
Melhor roteiro adaptado: Marcos Bernstein e Victor Atherino, por Faroeste Caboclo
Melhor montagem ficção: Marcio Hashimoto, por Faroeste Caboclo
Melhor montagem documentário: Marília Moraes e Tina Baz, por Elena
Melhor som: Leandro Lima, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Chuí e Paulo Gama por Faroeste Caboclo
Melhor trilha sonora: Paulo Jobim, por A Luz do Tom
Melhor trilha sonora original: Phillipe Seabra, por Faroeste Caboclo
Melhor curta ficção: Flerte, de Hsu Chien
Melhor curta documentário: A Guerra dos Gibis de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins
Melhor curta animação: O Menino que Sabia Voar, de Douglas Alves Ferreira
Melhor longa-metragem estrangeiro: Django livre, de Quentin Tarantino